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quinta-feira, 17 de maio de 2018

137.

Pequenas considerações sobre o último fim de semana...

Consegui, com algumas trocas e baldrocas, ter uns diazitos de folgas (ok, foram só 3 dias, na prática), e que fez a minha pessoa? Pirou-se para Norte.
As saudades de sua Excelência já eram muitas e em podendo, claro que tinha que aproveitar os dias de folga dele - que calham sempre à segunda e terça). Então no sábado saí do trabalho às 8 da manhã, fui fazer umas festinhas à almofada durante umas horinhas e a seguir ao almoço segui viagem e voltei para baixo na quarta feira de manhã para me apresentar ao trabalho novamente às 16 horas.

Pela primeira vez desde que fiz destas viagens uma rotina, decidi fazer a viagem pela estrada nacional. Como o rapaz só ia sair à meia noite do trabalho, eu não tinha propriamente pressa de chegar, e ainda se poupa nas portagens, não é verdade? (Sabiam que se paga 22.05€ nas viagens Lisboa-Porto e vice-versa? GOD.. que absurdo).

Ali entre Alcochete e o Porto Alto as paisagens e o fresquinho que se fazia sentir apesar do sol abrasador, valeram a ideia. (Eu não sei se algum de vocês já passou ali no Porto Alto, mas eu juro que eu vi uma SENHORA CASA logo à entrada da cidade... minha nossa... transportaram aquela casa de um filme qualquer e levaram para ali... Senhores donos da casinha, se me estiverem a ler, gostava de ver essa beldade por dentro xD)

E por que raio a estrada nacional tem um número tão elevado de rotundas? Uma pessoa já olhava para o GPS de cada vez que passava uma rotunda para saber a quantos km ficava a próxima lol

E um pequeno apontamento para aquele troço de sensivelmente 50km antes de chegar a Rio Maior: ALGUÉM SE IMPORTA DE ARRANJAR AQUELA MERDA, PELO AMOR DE DEUS? Que pedaço de estrada tão vergonhoso, e tão perigoso também. Senhores que resolvem essas obras pelas estradas de Portugal fora, esse pedaço do IC2 precisa URGENTEMENTE de uma intervenção.

Na véspera do dia de Nossa Senhora de Fátima, muitos peregrinos na estrada, e muito maluquinho condutor que tem consideração zero por aqueles que, ao sabor da sorte, caminham pelas bermas das estradas.

Domingo tínhamos combinado de ir ao Jardim Zoológico de Santo Inácio. Nunca nenhum de lá foi e queríamos aproveitar o bom tempo. O cansaço tomou conta de nós e ficámos a manhã toda na cama a aproveitar o merecido descanso e as saudades :p acabámos por ir almoçar ao "novo" Food Corner, em pleno centro do Porto e depois fomos aproveitar o solzão pelos Aliados, onde ainda havia vestigios da festinha dos meninos de azul. 

Os restantes dias foram mesmo para descansar e aproveitar o sol. Foi tão bom para matar saudades... E agora, mais um mês de distância. Siga... Que em Julho estamos de férias.

domingo, 25 de março de 2018

131.

Aiii nossa Senhora... Deixei isto ao abandono! Ok... a culpa não foi propriamente minha mas sim do excesso de trabalho. Lá no serviço estamos com uma escassez gigante de pessoal e consequentemente escassez de folgas.

Lado buéfixe deste post: faltam 15-QUINZE-UmCinco DIAS PARA AS FÉRIAS! E para onde vai a minha pessoa? Para os braços do mais-que-tudo.

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

122.

Uma das principais razões para ter estado ausente tanto tempo, foi a falta de inspiração para escrever algo com cabeça, tronco e membros.
2017 foi um ano tão mau que não me lembro de ter havido uma única altura em que eu dissesse "hoje consigo organizar ideias".

Querer falar e enrolar-me toda nas palavras era um mau presságio para tentar escrever: ou iria ser um texto a ocupar 3 posts gigantes, em que chegando ao fim já não se lembravam do inicio, ou seria um post curto todo misturado que vos daria um nó no cerebro equivalente ao meu.

Por partes...

Em Janeiro juntei (oficialmente) os trapinhos... Um rés do chão de um prédio, onde o senhorio era um senhor com pra lá de muitos anos que tinha um "procurador" que não quis resolver um rebentamento da caixa de águas e esgotos do prédio, que resultou numa inundanção de toda a porcaria dos vizinhos na nossa casa. Não tentem imaginar o aspecto, o cheiro, o desconforto.

Em Maio mudámos de casa... Estava "tudo bem", "tudo óptimo" quando comecei a perceber que a pessoa que vivia comigo estava a agir de forma estranha. Um dia, a meio desse mês, estalou a bomba na minha vida. Não vou esmiuçar aqui tudo o que aconteceu, mas foi mau... foi muito mau. No dia 27 de Maio tive o pior aniversário de que me lembro. E no dia 4 de Junho eu era, outra vez, uma pessoa solteira, a viver em casa dos pais.

No dia 10 de Junho, o melhor irmão do mundo abriu-me as portas de casa... Mais uma mudança.

No dia 19 de Junho, muitas noites sem dormir depois, muitos jantares jogados fora depois, 9 da manhã e um teste de gravidez positivo na mão. Misto de emoções... Eu tinha deixado de tomar a pilula em Janeiro, e queríamos um filho... Todos os meses, o momento em que chegava o periodo era de tristeza, de "para o mês que vem tentamos de novo". Eram tão desejados aqueles dois tracinhos cor de rosa, nem vos consigo dizer quanto. Mas a minha vida tinha dado uma volta tão grande. Eu continuava a falar com o meu ex porque havia muita coisa ainda para tratar, da casa, de contas, de tudo. E este teste tão desejado, não estava de todo, nos meus planos neste dia, nesta fase.

Uma conversa com o pai da criança, e um filho não segura casal nenhum, mas a nós segurou-nos, uniu-nos... contra o Mundo, contra TODA a minha familia. Nesse dia à noite, ouvi da boca do meu pai que, se eu considerasse voltar para o pai do meu filho, as portas daquela casa se fechavam. 
E eu, com 28 anos acabados de fazer, achei que na minha vida tenho que mandar eu, e aquela gravidez ia para a frente, com o pai do meu bebé.

Desde esse dia que só tinha o meu filho a crescer dentro de mim, o meu namorado ao meu lado, e o meu irmão a apoiar-nos. Foram os meses mais stressantes, enervantes, revoltantes, angustiantes da minha vida. 

No dia 23 de Julho, uma dor. Uma ida às Urgências, e a primeira ecografia que fizeram à minha barriga foi para me dizer que o coração do nosso bebé tinha deixado de bater. Aos 3 meses o nosso bebé não quis continuar a viver. Disseram-me para aguardar uma semana, até ocorrer uma expulsão natural, o que eles chamam o "aborto espontâneo". E uma semana se passou e nem mais uma dor, nem sinal de perdas sanguineas, e os enjoos que eu tive desde a primeira semana mantinham-se. Como se mantinha viva a esperança de, na semana a seguir, voltar às Urgências para reavaliação e me dizerem que já havia ritmo cardiaco, já havia um bebé com vontade de vida dentro de mim.
Não se confirmou. No dia 30 de Julho, dei entrada no Bloco de Partos para provocar o que a Mãe Natureza não queria fazer, às 10 da manhã. Medicação feita, internamento em SO, e aguardamos. As 17h voltaram a examinar-me e ainda nem sinais de o meu corpo querer ver-se livre do único motivo de felicidade do ano de 2017. "Toque" e colo do útero completamente fechado, levaram-me para a sala de cirurgia, anestesia geral e 15 miutos depois, curetagem feita.
Tive alta por volta das 23h, com o sentimento de vazio mais estranho de sempre... Não fisicamente, mas sim emocional. 
No dia 30 de Julho eu perdi o MEU filho! 

No dia 15 de Agosto perdi o meu segundo pai, o homem que me criou quando o meu pai não pôde, o homem que me ensinou tanto... o meu avô! E de tantas alturas em que ele "podia" morrer, aquela foi mesmo a pior que o Universo poderia ter escolhido... O meu egoismo dizia-me que uma pessoa não devia sofrer tanto em tão pouco tempo! 

Em Setembro abre-se uma pequenina janela de optimismo, e é me dada a oportunidade de mudar radicalmente, de viver na minha cidade de sonho, no local onde já tantas vezes tinha sido feliz, e onde eu me sentia sempre tão bem.

Em Outubro, nova casa alugada na nova cidade, ele que arranjou logo trabalho por estar desempregado na altura, ficou logo lá. Eu, com um contrato efectivo no meu hospital teria que esperar que as Administrações chegassem a acordo para a minha transferência.

Uma vez por mês, quando é possivel, lá vou eu para Vila Nova de Gaia, apanhar ar, "fugir" dos problemas que ainda tenho aqui, e matar saudades do amor da minha vida, aquele que vai ser (para) sempre o pai do meu bebé. Hoje é dia 17 de Janeiro, e sim, ainda estou à espera da porcaria da transferência! 

Desejando por um 2018 tão bom quanto 2017 foi mau ♥

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

75.

Decidi fazer uma espécie de retiro espiritual.
Andei durante mais de um ano a trabalhar com folgas escassas, turnos de arrancar cabelos e um cansaço extremo (mas durante mais de um ano eu ouvi dizerem-me "tu és nova, tu aguentas" - e aguentei até começar a fraquejar) e meti na cabeça que as minhas férias seriam de puro descanso. Mas queria que estas férias fossem só para mim, só comigo (desde que saí de casa dos meus pais, tenho aprendido muito a meu respeito, ao meu espaço, aos meus ideais e aos meus objectivos)... E pus-me na Internet à procura de um apartamentozito em conta, num sitio que me agradasse.

Queria descansar ao mesmo tempo que apanhava solinho na fuça e, como tal, pesquisei destino de praia. Ibiza sempre foi a minha primeira opção, mas descartei-a logo porque essa viagem está reservada para fazer acompanhada. Depois andei ali às voltas numas ilhas no mediterrâneo, e pensei que, para primeiras férias sozinha (e como entretanto adoeci e não me podia pôr em loucuras) podia bem ficar "lá fora, cá dentro". Algarve "tradicional", daquele com praias cheias, nunca foi a minha praia (literalmente), Açores não podia ser porque neva praticamente todo o ano (:p vá não me caiam já em cima), e também porque metade dos dias das minhas férias era para onde iria o moço cá de casa com uns amigos, pensei em Porto Santo, mas quando tentei pesquisar voos... NEM UM!! :( Então andei no site das Pousadas de Juventude (organização que eu recomendo sempre imenso, e de quem nunca me arrependo de usufruir) e descobri uma Pousada situada para lá de onde Judas perdeu os chinelos, mas que me cativou pelas fotos e pelo pormenor de ter uma piscina e estar a 5min a pé de uma praia fluvial que me leva a Espanha, se me apetecer apanhar um barquinho a remos :D

Pousada de Juventude de Alcoutim (google it) foi a escolha e o destino final.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

55.

Estou a ponderar seriamente voltar a ir para fora... Mas nesta fase em que se encontra a minha vida, não quero! Tenho tanta coisa aqui agora... Foda-se, vida. Facilita, se faz favor. 

sábado, 7 de fevereiro de 2015

26.

Deste lado andamos cheios de trabalho até às orelhas, mas com os olhos postos no fim do mês.... Já estamos em contagem decrescente outra vez :)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

25.

Sexta-Feira, 23 de Janeiro de 2015

Quando um luxo sai mais barato que todas as outras opções disponiveis. Até já, Porto!

"Ai como é bom assim acordar..." Bom dia, Porto! (Sábado, 24 de Janeiro de 2015)

Almocinho 'boum' - Espinho (Domingo, 25 de Janeiro de 2015)

O que se aprende no Porto? Que uma cidade pode ficar mais linda a cada vez que se regressa, que tripeiros são mais simpáticos que lisboetas, que o tempo passa demasiado depressa quando queremos que ele pare, que a amizade nunca será demais, que o amor pode estar onde e em quem menos se espera, que há malucos a gritar e a cantar por um tal ano de 1904 às 4h30m da manhã e que aqui nunca está mais frio do que "lá em baixo". See you soon, Porto! ♥

Fica sempre um gostinho de quero mais...