quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

123.

Uma das principais razões para ter estado ausente tanto tempo, foi a falta de inspiração para escrever algo com cabeça, tronco e membros.
2017 foi um ano tão mau que não me lembro de ter havido uma única altura em que eu dissesse "hoje consigo organizar ideias".

Querer falar e enrolar-me toda nas palavras era um mau presságio para tentar escrever: ou iria ser um texto a ocupar 3 posts gigantes, em que chegando ao fim já não se lembravam do inicio, ou seria um post curto todo misturado que vos daria um nó no cerebro equivalente ao meu.

Por partes...

Em Janeiro juntei (oficialmente) os trapinhos... Um rés do chão de um prédio, onde o senhorio era um senhor com pra lá de muitos anos que tinha um "procurador" que não quis resolver um rebentamento da caixa de águas e esgotos do prédio, que resultou numa inundanção de toda a porcaria dos vizinhos na nossa casa. Não tentem imaginar o aspecto, o cheiro, o desconforto.

Em Maio mudámos de casa... Estava "tudo bem", "tudo óptimo" quando comecei a perceber que a pessoa que vivia comigo estava a agir de forma estranha. Um dia, a meio desse mês, estalou a bomba na minha vida. Não vou esmiuçar aqui tudo o que aconteceu, mas foi mau... foi muito mau. No dia 27 de Maio tive o pior aniversário de que me lembro. E no dia 4 de Junho eu era, outra vez, uma pessoa solteira, a viver em casa dos pais.

No dia 10 de Junho, o melhor irmão do mundo abriu-me as portas de casa... Mais uma mudança.

No dia 19 de Junho, muitas noites sem dormir depois, muitos jantares jogados fora depois, 9 da manhã e um teste de gravidez positivo na mão. Misto de emoções... Eu tinha deixado de tomar a pilula em Janeiro, e queríamos um filho... Todos os meses, o momento em que chegava o periodo era de tristeza, de "para o mês que vem tentamos de novo". Eram tão desejados aqueles dois tracinhos cor de rosa, nem vos consigo dizer quanto. Mas a minha vida tinha dado uma volta tão grande. Eu continuava a falar com o meu ex porque havia muita coisa ainda para tratar, da casa, de contas, de tudo. E este teste tão desejado, não estava de todo, nos meus planos neste dia, nesta fase.

Uma conversa com o pai da criança, e um filho não segura casal nenhum, mas a nós segurou-nos, uniu-nos... contra o Mundo, contra TODA a minha familia. Nesse dia à noite, ouvi da boca do meu pai que, se eu considerasse voltar para o pai do meu filho, as portas daquela casa se fechavam. 
E eu, com 28 anos acabados de fazer, achei que na minha vida tenho que mandar eu, e aquela gravidez ia para a frente, com o pai do meu bebé.

Desde esse dia que só tinha o meu filho a crescer dentro de mim, o meu namorado ao meu lado, e o meu irmão a apoiar-nos. Foram os meses mais stressantes, enervantes, revoltantes, angustiantes da minha vida. 

No dia 23 de Julho, uma dor. Uma ida às Urgências, e a primeira ecografia que fizeram à minha barriga foi para me dizer que o coração do nosso bebé tinha deixado de bater. Aos 3 meses o nosso bebé não quis continuar a viver. Disseram-me para aguardar uma semana, até ocorrer uma expulsão natural, o que eles chamam o "aborto espontâneo". E uma semana se passou e nem mais uma dor, nem sinal de perdas sanguineas, e os enjoos que eu tive desde a primeira semana mantinham-se. Como se mantinha viva a esperança de, na semana a seguir, voltar às Urgências para reavaliação e me dizerem que já havia ritmo cardiaco, já havia um bebé com vontade de vida dentro de mim.
Não se confirmou. No dia 30 de Julho, dei entrada no Bloco de Partos para provocar o que a Mãe Natureza não queria fazer, às 10 da manhã. Medicação feita, internamento em SO, e aguardamos. As 17h voltaram a examinar-me e ainda nem sinais de o meu corpo querer ver-se livre do único motivo de felicidade do ano de 2017. "Toque" e colo do útero completamente fechado, levaram-me para a sala de cirurgia, anestesia geral e 15 miutos depois, curetagem feita.
Tive alta por volta das 23h, com o sentimento de vazio mais estranho de sempre... Não fisicamente, mas sim emocional. 
No dia 30 de Julho eu perdi o MEU filho! 

No dia 15 de Agosto perdi o meu segundo pai, o homem que me criou quando o meu pai não pôde, o homem que me ensinou tanto... o meu avô! E de tantas alturas em que ele "podia" morrer, aquela foi mesmo a pior que o Universo poderia ter escolhido... O meu egoismo dizia-me que uma pessoa não devia sofrer tanto em tão pouco tempo! 

Em Setembro abre-se uma pequenina janela de optimismo, e é me dada a oportunidade de mudar radicalmente, de viver na minha cidade de sonho, no local onde já tantas vezes tinha sido feliz, e onde eu me sentia sempre tão bem.

Em Outubro, nova casa alugada na nova cidade, ele que arranjou logo trabalho por estar desempregado na altura, ficou logo lá. Eu, com um contrato efectivo no meu hospital teria que esperar que as Administrações chegassem a acordo para a minha transferência.

Uma vez por mês, quando é possivel, lá vou eu para Vila Nova de Gaia, apanhar ar, "fugir" dos problemas que ainda tenho aqui, e matar saudades do amor da minha vida, aquele que vai ser (para) sempre o pai do meu bebé. Hoje é dia 17 de Janeiro, e sim, ainda estou à espera da porcaria da transferência! 

Desejando por um 2018 tão bom quanto 2017 foi mau ♥

122.

Estive ausente mais de um ano... Porque perdi o interesse pelo mundo dos blogs, porque me cansei de ter a minha vida (mesmo o pouco que partilhava aqui ou no meu antigo blog) esmiuçada em blogs de puro escárnio e maldizer, ou mesmo em comentários (sempre anónimos, pois claro!) por aqui - são capazes de encontrar uns 2 ou 3 espalhados por aí. 
Não é que realmente me incomodasse, mas a verdade é que cresci, mudei de vida, e escrever (publicamente) deixou de fazer sentido para mim! 

Tal como da última vez que tinha estado ausente, desta vez regressei novamente por reavivar de memórias... Se da outra vez foi despoletado por um email que recebi a falar do meu antigo blog, desta vez foi o repost de um dos blogs que continuo a seguir (através do facebook) que me levou a uma publicação onde havia um comentário meu... Cliquei naquele link com o meu nome e vim aqui parar... Reli todos os posts. Saudades de escrever, necessidade de escrever sem ser apenas para mim.

Gmail aberto, email escrito e nada de me lembrar da password. Mania das seguranças, tinha a reposição de palavra passe protegida por duas etapas, uma delas o envio de um código para o número de telemóvel associado, número esse que eu já não uso, lá está, há mais de um ano. Outra solução era usar o email alternativo, que optei por ser o meu email de sempre e para sempre, o que uso para praticamente tudo, mas só conseguiria uma resolução ao meu "problema" no prazo de 5+ dias úteis. Tranquilo. Esperámos um ano, podemos esperar mais 5 diazitos. 

E ao fim do segundo dia, cá estou eu... de volta!  

Não sei quanto tempo vou andar por aqui, nem com que regularidade, mas por enquanto, vamos escrevendo... E vendo! 

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

120.


Titulo: The Best of Me ("Dei-te o Melhor de Mim")
Ano: 2014
Realizador: Michael Hoffman
Elenco: James Marsden, Michelle Monaghan, Luke Bracey ...

Filme baseado em um livro de Nicolas Sparks só pode ser levezinho. 
Era um dos três (desta onda) que me faltava, e não foi - de todo - um dos meus preferidos. Um filme demasiado parado, demasiado "forçado", demasiado previsivel no fim.
Entretanto, acho que os protagonistas não combinam nada bem!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

118.

Entrou na minha vida sem que eu desse conta e, sem desistir, foi marcando presença. Usou e abusou da paciência e da persistência e um dia conquistou-me. Sem saber como nem porquê deixei-o ser parte fundamental dos meus dias, da minha rotina, da minha vida. Do nada, era o meu primeiro pensamento ao acordar e o último antes de dormir. Agarrou numa boa dose de coragem e quis fazer-me feliz.
E faz. Desde o dia em que aceitei que seria ele "O" namorado.
No mais pequeno pormenor faz-me saber e sentir quanto amor tem para me dar. E eu não tenho dúvidas.
Surpresas como as do último fim de semana só me fazem ter cada vez mais certezas que "não é preciso muito, é muito simples na verdade..."!

Amo-te ♥

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

117.


Titulo: Being Charlie
Ano: 2015
Realizador: Rob Reiner
Elenco: Nick Robinson, Common, Cary Elwes ...

Um filme sobre um tema que não é fácil de "gerir" para muita gente... assunto tabu, de controvérsia. 
Vê-se bem, achei-o meio softzinho e previsivel.
O actor principal, apesar da carinha de menino, é um moço muito engraçadinho... giro, vá :)

sábado, 12 de novembro de 2016

116.

"Caro 'anónimo', sou uma pessoa muito mais feliz - e descansada - desde que começaste a tomar conta da minha vida. Agradeço-te imenso o esforço que fazes por andar sempre a par das novidades. Não sei se já te apercebeste ou não, mas só ainda continuas com "acesso" a informações a meu respeito, porque eu o permito, porque sempre me ensinaram que devíamos ser solidários com a desgraça alheia, e eu gosto que tenhas algo que fazer com a tua triste vidinha. Obrigada por teres notado a minha ausência. Para sempre tua fã, Lia ♥"